©2015 por ana c. Meirelles e ateliê

        ouro preto - minas gerais 

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mezanino

 

 

do italiano mezzanine, serve para ampliar espaços. entre o térreo e o primeiro andar, mezzanine  é o lugar de pausa do ateliê, com janelas de vidro, luminárias, divã, poltronas, olhos e ouvidos abertos. um convite à leitura de verbos que se fazem em imagens, palavras, vídeos, links que estão nos arredores da psicanálise e da cultura. ao subir a escada para o mezanino, é possível encontrar estantes das coisas que se fazem entre o sol nado e o sol posto, coleções permanentes, reservas provisórias, caixas e mais caixas de associação livre ao alcance. 

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a dança de clarice e guimarães

March 23, 2016

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O Clube de Leitura Clarice Lispector – a absolutamente só foi o motivo para trazer ao nosso Mezanino uma reportagem sobre a obra desta escritora importante para a literatura do século XX. O Clube, neste semestre, trabalha com leituras de trechos do primeiro livro da autora: Perto do Coração Selvagem, lançado em 1944, no Rio de Janeiro. A intenção dos encontros é se dedicar aos estudos e à vivência de uma escrita ainda pouco investigada pela academia e interessante à psicanálise. Mas por que a leitura de Perto de Coração Selvagem e não de outro livro da escritora? Pois então, é que a escolha veio de uma lembrança sensorial da coordenadora do Ateliê de Psicanálise, Cláudia Itaborahy, quando se lembrou de um livro de capa verde: “aos poucos, eu vou me revelando na escolha desse livro verde”, ela diz.

 

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Inspirada por uma passagem de James Joyce, “ele estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida”, a jovem Clarice pensa o título do seu primeiro livro. Perto do Coração Selv...

O filme argentino "Relatos Selvagens"(2014) trouxe ao público um roteiro irretocável e uma experiência coletiva de êxtase e espanto. Diante de uma hiper-realidade, o que nos resta é somente o pensamento de que, realmente, a melhor comédia vem da tragédia. Com uma dose filosófica sobre a natureza humana feita de racionalidade e selvageria, o filme nos pergunta: e se perdêssemos o controle?

 

Dirigido por Damián Szifron e produzido pelos irmãos Almodóvar, Relatos Selvagens narra seis histórias diferentes sobre situações-limites vivenciadas por personagens à beira de um ataque de nervos. A grande dificuldade encontrada por eles em lidar com a razão nestas situações, não lhes permite outra maneira de agir a não ser com muita violência.

 

Esta violência que está presente na trama de Relatos Selvagens importa à psicanálise e sua tentativa de ler a sociedade contemporânea. Ela diz de um sujeito que não consegue mais dialogar com o outro; e na impossibilidade do dizer sua única opção é o...

O Ateliê de Psicanálise trabalha na atividade “ciCLO de estudos”, neste semestre, o tema: “mal-estar na civilização, diferença e violências” que está em consonância com a temática do livro de Christian Dunker (exposto adiante). As narrativas de sofrimento são colocadas à mesa para que conceitos de angústia e sintoma sejam elucidados através de Lacan e outros teóricos contemporâneos, inclusive, como o próprio Dunker. O objeto de estudo do ciCLO quer saber sobre o espaço contemporâneo e como vão suas relações. Refletir sobre o ódio também é proposta. Por que o desejo de exterminar o outro? A análise pretende ser construída para que o Ateliê possa, assim como fez Dunker, chegar ao encontro na Mata ou algum lugar que seja, ao menos, tão coerente quanto para a psicanálise e seus devires.

Capa do livro de Christian Dunker (2015).

Psicanalista e professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), Christian Dunker é conhecido pela sua originalidade no universo da arqueologia psicanalític...

 

 

Vivre Sa Vie (1962) é um filme de Jean – Luc Godard inspirado na figura feminina de sua esposa Anna Karina (de 1961 a 1967), ela, então, no papel de Nana. Certa de seu sonho, Nana abandona a família para arriscar uma vida de atriz. Entregue à realidade das ruas, se depara no seu caminho com a possibilidade da prostituição para sua sobrevivência. Então, é que Nana faz da sua vida um risco cotidiano impulsionado pela experiência. Por meio dela, Godard desnuda Anna Karina em closes, frames, danças e filosofia. O filme é dividido em capítulos. Para guardar na estante do nosso Mezanino do Ateliê de Psicanálise, o trecho escolhido foi O desconhecido – Nana filosofa sem saber.

 

Pronta para iniciar uma conversa com o homem que lhe pagou uma bebida, de repente, Nana não sabe o que dizer. Ela sabe o que quer dizer, reflete sobre o que dizer, mas no momento de dizer, simplesmente não consegue. Há em Vivre Sa Vie um ensaio que remete à arte do talking cure na psicanálise, “a cura pela fala”, comp...

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