©2015 por ana c. Meirelles e ateliê

        ouro preto - minas gerais 

31 3350-3015

mezanino

 

 

do italiano mezzanine, serve para ampliar espaços. entre o térreo e o primeiro andar, mezzanine  é o lugar de pausa do ateliê, com janelas de vidro, luminárias, divã, poltronas, olhos e ouvidos abertos. um convite à leitura de verbos que se fazem em imagens, palavras, vídeos, links que estão nos arredores da psicanálise e da cultura. ao subir a escada para o mezanino, é possível encontrar estantes das coisas que se fazem entre o sol nado e o sol posto, coleções permanentes, reservas provisórias, caixas e mais caixas de associação livre ao alcance. 

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a dança de clarice e guimarães

March 23, 2016

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13.12.2016

é possível pensar essa atividade, antes de tudo,  como um encontro. artistas e psicanalistas conversam sobre seus ofícios. é um convite aos interessados no assunto para participar de uma conversa de livre associação, com a conversação nos levando a construções de saberes, de ideias... os temas da Conversa de Ateliê vão no sentido do diálogo entre esses dois lugares (arte e psicanálise), com palavras que muitas vezes são parte do ofício desses espaços de saber. 

participe! o encontro é aberto!

e, como o ateliê tem também a ideia de ser itinerante, dessa vez, faremos a atividade no estúdio ID, um espaço de dança, que nos recebe para esse encontro, onde queremos conversar sobre cidade, arte e como as pessoas afetam e são afetadas nesses lugares. pensar o que a arte inscreve na cidade, o que a cidade inscreve na arte... 

conheça mais no site www.ateliedepsicanalise.com  e acompanhe as atividades pelo instagram!

23.3.2016

 

“As palavras são portas e janelas. Se debruçarmos e reparamos,

nos inscrevemos na paisagem”. (Bartolomeu Campos de Queirós)

 

levo a máquina de escrever à mesa, o silêncio aos poucos sussurra em mim... aproximar escritas. circular palavra. ler, escutar, falar. conhecer. experimentar.

uma segunda literária – portas e janelas abertas – iniciando as atividades do Ateliê de Psicanálise em 2016. início com tempo de início, tempo compartilhado com Clarice, Guimarães e outras leitoras e leitores.

Clarice dessa vez vem n’A hora da estrela e outros 12 títulos possíveis para essa história. chega marcando o mistério de um livro que não diz tudo, um livro que interroga e, na dúvida, nos apresenta Macabea sabendo sem saber que sabe, com tudo que ela não tem, com todas as suas perguntas sem resposta.

diante da personagem nordestina, vinda de um lugar outro, a possibilidade da costura com um sertão de Guimarães, que não é fixo, não é fora, caminha dentro da gente. de onde? para onde? qual o destino?

é um c...

O Ateliê de Psicanálise trabalha na atividade “ciCLO de estudos”, neste semestre, o tema: “mal-estar na civilização, diferença e violências” que está em consonância com a temática do livro de Christian Dunker (exposto adiante). As narrativas de sofrimento são colocadas à mesa para que conceitos de angústia e sintoma sejam elucidados através de Lacan e outros teóricos contemporâneos, inclusive, como o próprio Dunker. O objeto de estudo do ciCLO quer saber sobre o espaço contemporâneo e como vão suas relações. Refletir sobre o ódio também é proposta. Por que o desejo de exterminar o outro? A análise pretende ser construída para que o Ateliê possa, assim como fez Dunker, chegar ao encontro na Mata ou algum lugar que seja, ao menos, tão coerente quanto para a psicanálise e seus devires.

Capa do livro de Christian Dunker (2015).

Psicanalista e professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), Christian Dunker é conhecido pela sua originalidade no universo da arqueologia psicanalític...

 

 

Vivre Sa Vie (1962) é um filme de Jean – Luc Godard inspirado na figura feminina de sua esposa Anna Karina (de 1961 a 1967), ela, então, no papel de Nana. Certa de seu sonho, Nana abandona a família para arriscar uma vida de atriz. Entregue à realidade das ruas, se depara no seu caminho com a possibilidade da prostituição para sua sobrevivência. Então, é que Nana faz da sua vida um risco cotidiano impulsionado pela experiência. Por meio dela, Godard desnuda Anna Karina em closes, frames, danças e filosofia. O filme é dividido em capítulos. Para guardar na estante do nosso Mezanino do Ateliê de Psicanálise, o trecho escolhido foi O desconhecido – Nana filosofa sem saber.

 

Pronta para iniciar uma conversa com o homem que lhe pagou uma bebida, de repente, Nana não sabe o que dizer. Ela sabe o que quer dizer, reflete sobre o que dizer, mas no momento de dizer, simplesmente não consegue. Há em Vivre Sa Vie um ensaio que remete à arte do talking cure na psicanálise, “a cura pela fala”, comp...

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