©2015 por ana c. Meirelles e ateliê

        ouro preto - minas gerais 

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| a voz estranha que me escreve |

September 16, 2017

iniciamos, nessa postagem, uma série de cartas, dobradas em imagens. cartas escritas no acontecido do ateliê, a partir do encontro com a letra (letter|lettre) de escritores e escritoras, que foram lidos nas nossas últimas passagens de página, com rumor e na alegria da casa aberta.

 

 

seja no silêncio de um tempo ou na leitura em voz alta, a escrita da portuguesa maria gabriela llansol, faz companhia nos passeios literários do ateliê, especialmente com o "cantores de leitura". e, para essa produção (ou invenção!) de cartas, é no encontro com "cantileno", onde a frase, "eis aqui a rua e a voz estranha que me escreve", repete melodicamente, feito uma cantiga macia, que a memória decora, que podemos fazer as cartas chegar, por aqui, através dessas imagens.

 

Em suma, o não dito expressa-se soberanamente

e pisa todas as coisas banais que encontra

a voz estranha que me escreve:

Sem rumor

não há amor

balbuciam todas as imagens que a seguem.

Compreendeis, agora, porque a imagem

que vai à frente tirou da cama

(eram cinco da manhã)

a voz estranha que me escreve?

Llansol

 

"cantores de leitura", "cantileno", legentes, que, vez ou outra, parecem "acabar" destinatários das escritas enviadas, sem data, de cartas que estão sempre a chegar. uma letra que se transforma em outra, que se faz outra. e o destinatário é o remetente... e, mesmo assim, escreve.  escreve cartas para ninguém. escreve cartas para alguém. o ateliê, como casa de correspondências, instala caixas para guardar, enviar, ler essas cartas. sem esquecer do que nos fala Lacan -- "uma carta sempre chega a seu destino".

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