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segundas literárias, na primavera do ateliê

13 de set. de 2017
2 min de leitura

virgínia woolf

era uma vez um animal chamado escrita, que devíamos, obrigatoriamente, encontrar no caminho; dir-se-ia, em primeiro, a matriz de todos os animais, em segundo, a matriz das plantas e, em terceiro, a matriz de todos os seres existentes. constituído por sinais fugazes, tinha milhares de paisagens,

e uma só face, nem viva, nem imortal.

não obstante, o seu encontro com o tempo

apaziguara a velocidade aterradora do tempo,

esvaindo a arenosa substância da sua imagem.

(maria gabriela llansol, causa amante)

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em mais um giro da letra, o Ateliê de Psicanálise e Outras Artes, abre as portas para os seus encontros mensais de leitura, em voz alta. para o segundo tempo de 2017, voltamos, no dia 4 de setembro, com a escritura de Clarice Lispector, que traz, em companhia, Virgínia Woolf.

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os 40 anos de publicação do livro "a hora da estrela", a linda edição comemorativa da Editora Rocco, com ensaios inéditos sobre a escritora, pedaços de textos de Clarice, outros bilhetes, os arquivos revelados, a memória das cartas guardadas no Instituto Moreira Salles , o anúncio de dezembro com o "vozes de clarice", para ouvir o seu texto na cidade, o eco da sua palavra, silêncio e voz alta. um texto que retorna para ser lido, nesse momento, nos fragmentos trazidos por esses arquivos abertos, e, também, nas cartas escritas por ela.

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Virgínia Woolf, escritora inglesa, que, apesar de ter nascido bem antes, foi contemporânea de Clarice, vem, ao ateliê, trazendo livros e, também, cartas. para começar esse tempo, propomos, para setembro, a leitura de "Um teto todo seu" e um encontro com a sua escrita,com a escritora, o seu biografema. já para outubro, o livro que nos encontra é "Mrs. Dalloway", em companhia da leitura das cartas que V.Woolf escreveu para Vita Sackville-West.


como podemos ler clarice e vírgínia? as cartas, os outros escritos, para além dos romances... a paisagem, o feminino (de ninguém!). eis a travessia da primavera com as leituras, no ateliê.

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ler e ouvir o que elas contam sobre a escrita. Pegar em cartas estrangeiras, abri-las e poder escrever outras cartas. um jogo de cartas (e de letras!), entre elas e entre nós, leitores.

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o livro, ou outro texto, para leitura mensal, é indicado junto ao material de divulgação, em cada mês, no site e por e-mail. não é "obrigatório" ter o livro indicado, para participar dos encontros. os encontros são gratuitos! abertos aos interessados, e acontecem, às 19h30, no ateliê!

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memória das segundas

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no primeiro semestre de 2015, Clarice Lispector, foi lida, em "Perto do coração selvagem", absolutamente só e, depois, na companhia das "Primeiras Estórias" de Guimarães Rosa, com "Água Viva"(2015), e "A hora da Estrela"(2016). nessa caminhada de leituras, clarice fez pausa-ler com a poesia de Manoel de Barros e companhia silenciosa nas leituras da escrita e imagem desse homem-caramujo, que em dezembro de 2016, completou cem anos. no início desse ano 17, fizemos a proposta do encontro com a textura de diferentes escritores, girando nas memórias que pareciam tecer lugares __________________________________________ ruas, rios, casas. correspondências trocadas entre a escrita e o legente. livros, fragmentos de Mia Couto (Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra), Raduan Nassar (Lavoura arcaica), Matilde Campilho (Jóquei) e Orhan Pamuk (Istambul).



 
 
 

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