©2015 por ana c. Meirelles e ateliê

        ouro preto - minas gerais 

31 3350-3015

corp'a_____

March 20, 2019

o verão está para acabar e com a chegada da nova estação, iniciamos mais uma ciclo de leituras, seminários, encontros e outras atividades no ateliê de psicanálise e outras artes de ouro preto. como casa de correspondências, o ateliê se inscreve como lugar de receber e emitir palavras. e, como ateliê, há a aposta na produção, na invenção, na criação que é possível tecer um corpo ou um corpo que não cessa de tentar tecer e até ser. trazemos aqui, como fragmento disso, um vídeopoema e, abaixo, texto que o acompanha,

os dois, escritos por Munyke Romano:

 

 

O Corpateliê, o não dito.
Não encontrado.
Incompleto.
Corpo estilhaçado em memórias, rejuntado por nós, linhas e contornos.
Quem é o Corpateliê?
O que é o Corpateliê?
Quem é o corpo que cria sobre o corpo? Quem é o corpo que pensa sobre o corpo que reproduz
o corpo na arte?
Nesta representação do corpo em retalhos, fragmentos, é permitido ao corpo visitante também
observa-lo em seus nós que se entremeiam para produzirem uma trama lacunar. Os espaços
entre os nós permitem uma estrutura nunca maciça. O Corpateliê traz a ideia do espaço que se
cria para que o todo se teça em um todo que nunca se COMPLETA como o manto de Penélope.
Tecer o manto da falta, traz espaços entre nós. A arte do corpo poroso permite as trocas com o
meio. Com o meio, recria-se.
O branco da dor é tingido de vermelho. O Corpateliê é sempre tingido. (A)tingido, corpo/objeto da
arte.
Recriado ATRAVÉS de materiais que permitam trocas entre corpos, o espaço corporal em aberto
é um espaço feminino.
O Corpateliê é uma espaço feminino como configuração psíquica que se forma a partir de nós e
retalhos, a falta, os espaços vazios, as lacunas.
Tingir os retalhos, o corpo fragmentado que cria, como condição necessária, mas sempre
insuficiente para que o processo artístico se instale, mas nunca se finalize. O corpo como
produção intermitente de feminilidades, o impossível de ser dito/criado em sua completude,
transveraliza a idéia de feminino como gênero, para além do biológico.
Se para Lacan a prática da letra conduz ao inconsciente, o corpo que se escreve como feminino
precede com sua obra, o acesso ao mesmo.
O Corpateliê é sempre arte feminina, nunca completa, sempre lacunar. Produções suplementares.
O Corpateliê quebra, estilhaça o sujeito cartesiano.
CORPATELIÊ não todo, não tudo, falta o todo, tudo não falta.
CRIAR COM O CORPO VISITANTE UM ATELIÊ LACUNAR. CIRCULAR ENTRE A FALTA. TECER O
CENTRO.

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